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Navio da "frota fantasma" russa derrama petróleo na costa de Omã
Uma fuga de petróleo num navio da "frota fantasma" russa está a formar uma maré negra de grandes dimensões que já atingiu a costa de Omã. O crude já começou a chegar às praias e ameaça áreas marinhas protegidas. As autoridades de Mascate estão a tentar conter a poluição mas há o risco do Mar Arábico viver uma das maiores catástrofes ambientais.
O petróleo de um navio-tanque que encalhou ao largo da costa de Omã, numa reserva marinha protegida, atingiu a costa do país, anunciou a autoridade ambiental. As condições meteorológicas dificultam os esforços para conter a fuga.
A agência ambiental de Omã informou na quarta-feira que um vasto derrame de petróleo de um navio-tanque começou a atingir a costa do país, ameaçando tornar-se um dos piores do mundo em anos, depois de se ter espalhado praticamente sem controlo durante semanas.
O petroleiro Caroline Bezengi, que transportava cerca de 800 mil barris de petróleo russo e está sujeito a sanções internacionais, encalhou a 30 de junho perto do arquipélago de Al-Hallaniyat, uma reserva marinha omanita que alberga vida selvagem, incluindo baleias-jubarte do Mar Arábico e corvos-marinhos de Socotra.
A embarcação relatou dificuldades pela primeira vez perto do Iémen a 8 de junho, após o que fontes marítimas descreveram como uma explosão, e nenhuma das partes reivindicou o ataque enquanto o navio-tanque navegava por duas áreas distintas na sua viagem da Rússia para a Índia.
"Os resultados das análises mostram que a poluição por petróleo está a afetar algumas praias na região de Ras Madrakah", afirmou a autoridade ambiental, citada na quarta-feira pela agência noticiosa oficial omanita, ONA.
A mancha de petróleo pode contaminar até 40 quilómetros de costa na área e 10 a 20 quilómetros das praias do sul da ilha de Masirah, acrescentou a autoridade, pedindo aos pescadores e ao público que estejam atentos.
A Organização Marítima Internacional (OMI) indicou que estava a "monitorizar de perto" a situação, acrescentando que "a monção dificultou o acesso à embarcação e atrasou as operações".
Um funcionário do Ministério dos Transportes, citado pela Agência de Notícias de Omã (ONA), confirmou que "as difíceis condições meteorológicas (...) complicaram as operações técnicas".
Mascate tinha declarado na segunda-feira que estava a trabalhar para conter a mancha de petróleo, que naquele momento, segundo as autoridades, cobria aproximadamente 390 quilómetros quadrados.
Em 2025, Omã estabeleceu uma reserva natural em torno do arquipélago para preservar os frágeis ecossistemas da região, lar de uma fauna diversificada e rara.
Na semana passada, a Greenpeace e a ONG holandesa PAX alertaram para um iminente desastre ambiental regional e apelaram a uma intervenção urgente.
As autoridades omanitas ainda não identificaram a causa da fuga. Mas a empresa de segurança marítima Vanguard informou a AFP que o petroleiro sofreu três explosões de origem desconhecida no dia 6 de junho, que provocaram fugas e imobilizaram-no.
Num incidente distinto, um derrame de petróleo atingiu as ilhas iranianas de Qeshm e Hengam, no Estreito de Ormuz, poluindo praias e um mangal, segundo relatos dos meios de comunicação iranianos.
De acordo com o site de rastreamento marítimo TankerTrackers, "o derrame de petróleo parece ter tido origem no ataque iraniano ao navio graneleiro Minoan Pioneer", ocorrido em águas omanitas a 3 de agosto. "O petróleo derivou então através do Estreito de Gibraltar até ao Irão", afirmou o TankerTrackers.
c/ agências
A agência ambiental de Omã informou na quarta-feira que um vasto derrame de petróleo de um navio-tanque começou a atingir a costa do país, ameaçando tornar-se um dos piores do mundo em anos, depois de se ter espalhado praticamente sem controlo durante semanas.
O petroleiro Caroline Bezengi, que transportava cerca de 800 mil barris de petróleo russo e está sujeito a sanções internacionais, encalhou a 30 de junho perto do arquipélago de Al-Hallaniyat, uma reserva marinha omanita que alberga vida selvagem, incluindo baleias-jubarte do Mar Arábico e corvos-marinhos de Socotra.
A embarcação relatou dificuldades pela primeira vez perto do Iémen a 8 de junho, após o que fontes marítimas descreveram como uma explosão, e nenhuma das partes reivindicou o ataque enquanto o navio-tanque navegava por duas áreas distintas na sua viagem da Rússia para a Índia.
"Os resultados das análises mostram que a poluição por petróleo está a afetar algumas praias na região de Ras Madrakah", afirmou a autoridade ambiental, citada na quarta-feira pela agência noticiosa oficial omanita, ONA.
A mancha de petróleo pode contaminar até 40 quilómetros de costa na área e 10 a 20 quilómetros das praias do sul da ilha de Masirah, acrescentou a autoridade, pedindo aos pescadores e ao público que estejam atentos.
A Organização Marítima Internacional (OMI) indicou que estava a "monitorizar de perto" a situação, acrescentando que "a monção dificultou o acesso à embarcação e atrasou as operações".
Um funcionário do Ministério dos Transportes, citado pela Agência de Notícias de Omã (ONA), confirmou que "as difíceis condições meteorológicas (...) complicaram as operações técnicas".
Mascate tinha declarado na segunda-feira que estava a trabalhar para conter a mancha de petróleo, que naquele momento, segundo as autoridades, cobria aproximadamente 390 quilómetros quadrados.
Em 2025, Omã estabeleceu uma reserva natural em torno do arquipélago para preservar os frágeis ecossistemas da região, lar de uma fauna diversificada e rara.
Na semana passada, a Greenpeace e a ONG holandesa PAX alertaram para um iminente desastre ambiental regional e apelaram a uma intervenção urgente.
As autoridades omanitas ainda não identificaram a causa da fuga. Mas a empresa de segurança marítima Vanguard informou a AFP que o petroleiro sofreu três explosões de origem desconhecida no dia 6 de junho, que provocaram fugas e imobilizaram-no.
Os especialistas alertam regularmente para o risco de derrames de petróleo provocados pela "frota fantasma" da Rússia, composta por embarcações frequentemente antigas, que Moscovo utiliza para contornar as sanções ocidentais impostas desde a guerra na Ucrânia e exportar o seu petróleo.
Isabel Cunha - RTP Antena 1
De acordo com o site de rastreamento marítimo TankerTrackers, "o derrame de petróleo parece ter tido origem no ataque iraniano ao navio graneleiro Minoan Pioneer", ocorrido em águas omanitas a 3 de agosto. "O petróleo derivou então através do Estreito de Gibraltar até ao Irão", afirmou o TankerTrackers.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, não comentou a origem do ataque. No entanto, esta quinta-feira, num comunicado de imprensa transmitido pela televisão estatal iraniana, afirma que "as provas iniciais indicam que um navio graneleiro estrangeiro é responsável pela poluição. Esta poluição foi observada e documentada em três pontos ao longo da costa, bem como em certas áreas da superfície do mar".
Segundo Esmail Baghai, "todos aqueles que lucram com o transporte marítimo comercial através do Estreito de Ormuz têm a obrigação legal e moral de tomar medidas para compensar e reparar os danos ambientais causados ao Golfo Pérsico e ao Golfo de Omã".
c/ agências